As indústrias de alumínio, sobretudo as companhias de extrusão, cresceram e se desenvolveram em todo o mundo com uma velocidade incrível. Entretanto, a produção industrial de perfis para aplicação em peças e componentes é mais recente do que se imagina.
Em 1944, o alumínio passou a ser utilizado para fins industriais pela Eletro Química Brasileira S/A, hoje Alcan Alumínio do Brasil, durante a 2ª Guerra Mundial. A Elquisa – produtora do primeiro lingote de alumínio no país – e a CBA foram as primeiras companhias a implantar a produção de alumínio no Brasil, mercado hoje no qual a Asa Alumínio S/A ocupa grande destaque com seu amplo portfólio.
E é justamente em respeito e reconhecimento a todos esses profissionais que a Asa Alumínio trabalha diariamente, de forma ética e justa, com o intuito de agregar cada vez mais valor ao setor. Porque creditar para si direitos exclusivos sobre produtos confeccionados com esse metal tão relevante, mais do que ferir o direito de liberdade de escolha do consumidor, é querer apagar – e alterar – dos registros históricos toda uma cronologia de descobertas, realizações e conquistas.
Se em 1886 os memoráveis Hall e Héroult agiram em sintonia e em harmonia, deixando seus egos de lado em prol dos benefícios que sua descoberta poderiam trazer para o mercado, por quê agora falar em pirataria e hegemonia? Fica aí um convite à reflexão...
Encontrar o caminho certo ou ideal é o principal objetivo de qualquer organização sólida, que pretende implantar um programa sério de desenvolvimento. Não é uma tarefa simples, e exige das partes envolvidas comportamentos diferentes daqueles por muitos praticado no mercado.
Trocando em miúdos, não basta impor a ideia que o produto tem qualidade, é preciso mostrar onde estão e como são esses atributos de excelência. A Asa Alumínio desenvolve, a Asa Alumínio fabrica, a Asa Alumínio comprova a qualidade de seus produtos!
Elemento metálico de maior abundância na crosta terrestre – ficando atrás somente de outros dois elementos químicos em termos quantitativos, o oxigênio e o silício –, o alumínio faz parte da composição de muitas rochas e pedras preciosas. Curiosamente, o alumínio não é encontrado em sua forma pura na natureza, mas sempre na forma combinada, principalmente em forma de silicatos e óxido de alumínio. Por isso seu processo de produção é composto por uma série de reações químicas iniciadas a partir de outros minérios, em especial a bauxita, do qual é extraída a alumina (mais tarde transformada em alumínio por meio do processo de redução).
Conta a história que o alumínio originou-se de sucessivas colisões de átomos de hidrogênio em altas temperaturas durante a formação do Sistema Solar. Utilizado por ceramistas persas na confecção de vasos com um tipo de barro que continha óxido de alumínio (hoje conhecido como alumina), isso há mais de sete mil anos, pouco tempo depois uma outra substância contendo alumínio foi usada por egípcios e babilônios em cosméticos e produtos medicinais. O fato é que de funcionalidade desconhecida até então, desde épocas remotas já se sabia existir no alúmen (sulfatos duplos de metais) e em outros minerais um metal de características específicas e que viria mais tarde revolucionar a indústria manufatureira do mundo todo.
Dando procedência aos relatos históricos, milhares de anos se passaram até o químico francês Louis-Bernard Guyton Morveau (1737-1816) se deparar com o elemento metálico em suas pesquisas, em 1761. Ele propôs o nome alumine, baseado no latim alúmene. Anos depois, em 1787, o também químico francês e fundador da química moderna, Antoine-Laurent de Lavoisier (1743-1794), identificou-o definitivamente como o "óxido de um metal ainda não descoberto".
Passadas duas décadas, em 1807, o químico inglês Sir Humphry Davy (1778-1829) – a quem muitos creditam a descoberta do alumínio – propôs o nome aluminum para esse metal e, mais tarde, concordou em alterá-lo para alumínium. O aluminum foi também a ortografia aceita nos Estados Unidos até 1925, quando a American Chemical Society oficialmente reverteu o nome para aluminium. Em português, a maioria das palavras provenientes do inglês com terminação "ium" acabam terminados em "io", ficando, assim, consolidado o nome alumínio em terras brasileiras.
Mas foi somente em 1854 que o alumínio teve sua primeira obtenção industrial por via química, graças às pesquisas efetuadas pelo químico francês Henri Sainte-Claire Deville. Também nesse ano, o cientista alemão Robert Wilhelm Eberhard von Bunsen preparou alumínio por eletrólise de cloreto de alumínio e sódio fundidos de alumínio, processo este não que foi explorado por falta de uma fonte barata de eletricidade.
Chega 1886, ano em que a moderna produção desse metal pelo procedimento eletrolítico foi desenvolvida, quase que simultaneamente, por dois jovens cientistas: Charles Martin Hall, nos Estados Unidos; e Paul Louis Héroult, na França. Os jovens tinham a mesma idade e, por coincidência, não se conheciam. Contudo, longe de qualquer animosidade, tornaram-se amigos e, juntos, aperfeiçoaram o processo que patentearam como Método Hall-Héroult (1889), com o qual revolucionaram a indústria de produção deste metal e no qual é baseada a moderna indústria de alumínio.
Já em 1890, o austríaco Karl Joseph Bayer divulga uma nova metodologia para a obtenção de alumina pura através da bauxita. Conhecido como Processo Bayer, tornou-se o principal processo industrial de produção de alumina (Al2O3) que, por sua vez, é importante no Método Hall-Héroult de produção de alumínio.
Finalmente, o processo de extrusão teve patente registrada em 1894. Em parte já conhecido à época, foi substancialmente melhorado por G.A.Dick, e resultou na primeira prensa de extrusão. Inicialmente, as prensas Dick eram apenas indicadas para a fabricação de seções cheias. Contudo, rapidamente as condições de procura da indústria de metalurgia provocaram uma evolução tecnológica importante, pois a possibilidade de fabricar perfis mais complicados, com corpos tubulares e grande diversidade de geometrias, veio trazer a esse método larga expansão e elevado posicionamento dentro da moderna metalurgia de metais não ferrosos.